Nelson Griitdner Neto, ex-vereador de Marialva, entre 2009 e 2012, está com um mandado de prisão temporária em aberto pelo crime de estupro desde sexta-feira (21).
Segundo o delegado da Polícia Civil de Marialva, Aldair da Silva Oliveira, a vítima, uma mulher de 46 anos, relatou que, por volta das 2h da madrugada do dia 16, estava dormindo em casa quando foi acordada pelo suspeito cometendo o abuso sexual. Em estado de choque, ela não conseguiu reagir. [Ouça o áudio]
A vítima, que é inquilina de Nelson, afirmou que o suspeito já havia feito investidas contra ela em outras ocasiões. Para evitar novos contatos, passou a pagar o aluguel via PIX. [Ouça o áudio]
Depois de registrar a denúncia, a vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário de Maringá, onde realizou exames.
No dia (21), a Justiça decretou a prisão temporária do ex-vereador. A polícia realizou buscas tanto no trabalho quanto na casa de Nelson Griitdner Neto na segunda-feira (19), mas recebeu a informação de que ele não era visto desde o dia 17.
A CBN tenta contato com a defesa de Nelson Griitdner Neto.
(Atualizado 28/02 às 16h22)
O advogado de Nelson Griitdner Neto, Dr. José Carlos Ragiotto, contesta a prisão temporária decretada. Segundo a defesa, o delegado responsável pelo caso não seguiu os procedimentos adequados antes de solicitar a medida.
De acordo com o advogado, a polícia não ouviu o acusado antes de pedir a prisão e, mesmo com a defesa tendo se colocado à disposição das autoridades desde 18 de fevereiro, o pedido foi feito com base na suposta fuga de Griitdner Neto. A defesa alega que o ex-vereador não está foragido e que a decisão judicial foi baseada em uma interpretação errônea da situação.
Ragiotto também afirma que a relação entre acusado e vítima teria sido consensual e que pretende apresentar essa versão às autoridades para reverter a prisão temporária. A estratégia da defesa é dialogar com o Ministério Público e a polícia para esclarecer os fatos e garantir que o caso seja conduzido dentro dos parâmetros legais.